O Esqueleto
O Esqueleto é o título de um romance essencialmente romântico de Camilo Castelo Branco publicado em 1865, sobre o tema do adultério e do amor entre pessoas com grande diferença de idades. No Prefácio o autor confessa que ficou "a cismar se devia queimar este volume que estava escrito, no intuito de mostrar o esqualor de uma chaga social, sem a mínima pretensão de lhe pôr o cautério. Não queimei."
Segundo Teresa Manuela Vasques Fadista da Cruz Rosado, "a obra gótica de Camilo oferece-nos, ainda, uma originalidade tipicamente camiliana no campo dos motivos tenebrosos, inaugurada em O Esqueleto (1848) e retomada mais tarde em A Caveira (1855) e também nos Mistérios de Lisboa: o desenterramento de um cadáver, guardado como se de um tesouro se tratasse, o que constitui a expressão máxima da tragédia."
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